15 NOVEMBRO 2018

DIA MUNDIAL DO CANCRO DO PÂNCREAS

Dia 15 de Novembro, no dia em que se assinalou o Dia Mundial do Cancro do Pâncreas, reuniram-se na Fundação Champalimaud alguns dos maiores especialistas mundiais em Cancro do Pâncreas.

DIA MUNDIAL DO CANCRO DO PÂNCREAS

Este encontro, promovido pela Fundação Champalimaud, enquadrou-se num programa de reuniões que vão contribuir para a definição da estratégia e das linhas de ação do novo “Champalimaud-Botton Pancreatic Centre”, com abertura prevista para outubro de 2020.

Comecemos por falar de números. Em Portugal são anualmente diagnosticados cerca de 1.300 a 1.400 novos casos de cancro do pâncreas, apenas 10% a cerca de 20% são elegíveis para cirurgia e a taxa de sobrevida global situa-se entre os 8% e os 10%. Na Europa, o cancro do pâncreas já é a 4ª causa de morte por cancro mas, com o aumento progressivo de novos casos, estima-se que dentro de 10 anos o cancro do pâncreas possa tornar-se a 2ª causa de morte por cancro nos países mais industrializados.

O cancro do pâncreas apresenta-se muitas vezes com sintomas vagos que dificultam um diagnóstico precoce. Por isso, em mais de metade dos casos, quando é realizado o diagnóstico já a doença tem muitas vezes uma forma avançada, por vezes já com metásteses, não sendo possível o tratamento cirúrgico. Noutros casos, não há sinais de metástases mas o tumor já invade vasos sanguíneos importantes, o que dificulta a cirurgia e torna necessários outros tratamentos prévios, habitualmente com quimioterapia ou radioterapia. Por outro lado, sobretudo nas fases mais avançadas, o cancro do pâncreas é em regra muito resistente aos medicamentos atualmente disponíveis e pode ter uma progressão muito rápida.

É para reverter este panorama que a Fundação Champalimaud, com o extraordinário contributo da família Button, está a construir o novo centro exclusivamente dedicado à investigação e tratamento do cancro do pâncreas. E foi a criação deste novo centro e aquilo que se propõe alcançar que trouxe a Lisboa médicos e investigadores da área do cancro pancreático para discutir novos caminhos: para antecipar o diagnóstico; debater novas e melhores formas de tratamento, especialmente tratamentos inovadores na área da imunoterapia celular ou das células precursoras da doença; estabelecer colaborações estratégicas tanto na prática clínica como na área da investigação básica e clínica e essencialmente delinear qual o futuro e os esforços conjuntos que deverão ser desenvolvidos nos próximos anos para alcançar melhores resultados na luta contra o cancro pancreático.

Este foi o primeiro de muitos passos que levarão à abertura do “Champalimaud-Botton Pancreatic Centre”, também ela apenas uma etapa no longo caminho que há a percorrer para travar o aumento do número de casos de cancro de pâncreas e melhorar o prognóstico das pessoas que são diagnosticadas com a doença.

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